Escalão A | Artigo
O Caminho da Poluição
Bernardo Vinagre, Inês Tinta, Margarida Silva.
Externato Cooperativo da Benedita19/05/2010
Resumo
Depois de uma pesquisa árdua e atarefada, por parte do nosso grupo de Jovens Repórteres para o Ambiente, da definição mais correcta para a palavra "poluição" desistimos.
Artigo

(Poluição)
Depois de uma pesquisa árdua e atarefada, por parte do nosso grupo de Jovens Repórteres para o Ambiente, da definição mais correcta para a palavra "poluição" desistimos. Eram múltiplas as definições para essa palavra que acabámos por desistir e nos render à última definição que encontrámos numa enciclopédia da língua portuguesa, que resumia todas aquelas definições anteriormente encontradas. O significado era simplesmente este: "acto ou efeito de poluir". Ora aí ficámos confusos, depois de tantas definições com frases enormes e elaboradíssimas, acabámos um encontrar uma definição de apenas 5 palavras. Por isso, não ficámos satisfeitos e acabámos por ficar curiosos e resolvemos ir mais além, e saber então qual o significado da palavra poluir, e aí sim encontrámos, na mesma enciclopédia a seguinte definição "degradar um meio ambiente, por acção artificial e exógena de agentes vários. Macular, manchar. Conspurcar, corromper. Profanar, desonrar. Praticar acção infante ou desonrosa". E é tudo isto, tubo o que esta definição nos transmite, que nós temos feito ao meio ambiente. Sem pensarmos duas vezes e sem nunca pensarmos sequer no acto que estamos a perpetrar, poluímos. Poluímos uma, duas, três vezes, aquelas que forem necessárias, sem haver qualquer sentimento de culpa, aquele que não nos deixa dormir sossegadamente à noite, porque pensamos "É só desta vez, que não há nenhum caixote do lixo aqui perto e não tenho como o levar para casa". E é assim, com este pensamento diário, que as pessoas sossegam a sua consciência. E pensando ainda "Eu não sou a única pessoa a fazer isto, há tanta gente que também faz. Eu sozinho não posso nem consigo mudar o mundo, por isso…". Mas aí é que está. Se todos pensássemos assim, o mundo estaria um tremendo caos, e não havia espaço para tanto o lixo, o lixo que as pessoas atirariam para o chão, naquele acto de cobardia e desrespeito. É incrível. Por mais campanhas, anúncios e publicidades que se façam, por mais spots publicitários que se afixem na rua, as pessoas parecem não conseguir meter dentro das suas cabeças (tão ocupadas com outros assuntos! Dizem elas) que isto, este assunto também é grave, e também é urgente, ainda mais do que a renda da casa para pagar, os problemas no emprego ou o arranjo do carro que é um balúrdio. Trata-se da saúde humana, e de todos os seres vivos. A qualidade do ar que respiramos passou a ser um assunto importante de ser deliberado e debatido, para se solucionar. É indubitável que o respeito pela natureza se foi perdendo ao longo dos anos, está a ser desvalorizado (mas isso ainda é reversível, ainda estamos a tempo de mudar!). Até os espaços mais insignificantes, os recantos mais minuciosos e recatados servem de lixeira, onde as pessoas simplesmente passam, deixam a lata de sumo, a caixa do cigarro, e passam aceleradamente, desculpando-se de que não têm tempo e têm de se desfazer daquele lixo ali, naquele instante. Não usem a desculpa do tempo, por favor. Mesmo que não haja caixotes do lixo lá perto, toda a gente tem uma mala, ou um bolso do casaco em que possa guardar o seu lixo, até encontrar um caixote destinado a guardar esse tipo de resíduos. É que nesses espaços minúsculos e insignificantes (pensam alguns), há vida. Plantas que temem pela sua vida, tentando a todo o custo, algum alimento no meio daquele solo imundo. Por favor, são seres vivos como nós! Não merecem viver no meio daquela degradação, é lá que elas vão buscar a sua "vida". Como queremos nós, pessoas muitíssimos ocupadas e importantes, com mais valor do que qualquer ser vivo apenas por seremos racionais, ter vida se a tiramos a quem nos dá? Há que mudar de vida, mudar esta pútrida atitude! É com pena, com muita pena que dizemos que este não é o caminho certo, é o caminho errado e que não chegamos longe assim. Somos os responsáveis. Como é que sem vida e sem saúde, que nos é tirada pelas nossas acções queremos ter uma vida de sucesso profissional, ou financeiro, que é o que parece ocupar todo o cérebro dos cidadãos mais inconscientes dos tempos de hoje? Uma vida sem saúde não é vida. Vivemos o nosso tempo na nossa eterna utopia e fingimos que não percebemos, virando os olhos ao lixo que vimos espalhado pelo chão da rua. Se todos juntos quisermos mesmo mudar, e fizermos por isso, vamos conseguir, "a união faz a força", não é assim? E então, quer continuar no trilho ou mudar de estrada?
