Escalão A | Artigo
As Termas nos Açores
Escola Secundária Antero de Quental
Escola Secundária Antero de Quental17/06/2010
Resumo
Desde o século XX que as termas têm vindo a tornar-se um local de eleição para tratamentos, férias e repouso, como as 32 existentes em todo o Continente, de Norte a Sul e ilhas.
Nos Açores encontramos alguma variedade de termas como as Termas do Carapacho na Ilha Graciosa, as Caldeiras da Ribeira Grande, as Termas da Ferraria e o Centro Termal das Furnas na Ilha de São Miguel.
Artigo
Termas do Carapacho
As Termas do Carapacho são uma estância termal situada no Carapacho, freguesia da Luz, na ilha Graciosa. Estas termas encostam-se no sopé de uma alta falésia junto ao mar e são muito visitadas. Têm origem no aquífero subjacente à Furna do Enxofre. São frequentadas pelo menos desde a década de 1750 no tratamento de várias doenças. Junto às termas existe um edifício construído pela Jun ta Geral do antigo Distrito Autónomo de Angra do Heroísmo entre 1947 e 1951. Existe, também, uma piscina natural no lado do mar, muito procurada na época balnear.
Termas das Caldeiras da Ribeira Grande
As Termas das Caldeiras da Ribeira Grande são um conjunto termal com bastante vegetação em redor, localizado no interior da ilha de São Miguel no concelho da Ribeira Grande tendo sido construídas no século XIX.
No edifício termal do século XIX existe uma fumarola junto à qual foram construídos três tanques de pedra para receberem água quente natural. Os espaços públicos foram requalificados e têm uma presença marcante na paisagem. Nos edifícios que constituem o centro termal é possível ler-se as inscrições "1811", "1850" e "1879", que são as datas marcadas pela construção do conjunto das Termas das Caldeiras da Ribeira Grande.
Termas da Ferraria
A Ferraria situa-se no extremo Oeste da ilha de São Miguel, na freguesia dos Ginetes. Já se ouvia falar desta fonte termal desde o século XVI por Gaspar Frutuoso em Saudades da Terra.
Em 1964, o Dr. Carlos Pavão de Medeiros, depois de se referir à localização da nascente da Ferraria, no sopé do Pico das Camarinhas, menciona as características da água e as suas propriedades.
As termas da Ferraria já desde o século XX e, durante muitos anos, foram consideradas como um espaço privilegiado para o tratamento de muitas pessoas. Mas, apesar de ser um excelente local termal, foi o abandonado há mais de três décadas, ou seja, deixaram de a aproveitar e explorar as águas, apesar de continuar a ser frequentada por pessoas da freguesia e arredores.
Actualmente foi traçado um projecto para melhorar a qualidade do Centro Termal que já finalizou e em breve será aberto a todo o público. Até bem recentemente, e durante algum tempo, a água termal da Ferraria foi utilizada para fabricar ampolas destinadas a curar doenças do foro intestinal. Todavia, o furo de onde era retirada esta água acabou por secar, um factor que bloqueou o projecto que a Secretaria da Economia concedeu em 1998 com vista à revitalização da área. Por isso, foi preciso, em conjunto com o Instituto Geológico-mineiro, fazer novas perfurações para encontrar um furo alternativo que, foi finalmente encontrado.
Centro Termal das Furnas
No concelho da Povoação, nas Furnas, o primeiro estabelecimento termal foi construído em 1615, mas acabou destruído em 1630 por um violento sismo e uma erupção vulcânica. Em 1816, foi edificado um novo estabelecimento chamado Aventuras. Posteriormente, foram construídos outros estabelecimentos até que, em 1863, se deu início à construção do edifício actual, que funcionava como hospital termal até há pouco tempo, onde se ministravam tratamentos medicinais.
Na década de 80, as termas eram frequentadas, anualmente, por cerca de 300 pessoas. Após avultados melhoramentos das instalações e dos equipamentos, os banhos passaram a ter capacidade para 25 pessoas em simultâneo e uma piscina de águas quentes férreas, de arquitectura romana. Themundo Teixeira foi o grande impulsionador das obras realizadas no Complexo das Furnas, pois apercebia-se da importância daquelas terapias medicinais no tratamento de várias doenças.
Um projecto para bom aproveitamento das águas termais das Furnas foi O Furnas SPA Hotel, o administrador da empresa ASTA garantia a continuidade do Centro Termal dizendo: "Ali vão ter os tratamentos típicos das Furnas mas com outros equipamentos que serão adquiridos para o efeito (...) inaladores, salas de tratamento com fisioterapia e massagens, bem como lamas, além dos gabinetes destinados às consultas nestas áreas da hidrologia, reumatologia, saúde". Há alguns anos que as obras começaram, mas ainda não estão terminadas.
